Guerras

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

MITOLOGIA GRECO-ROMANA

Conjunto das narrativas fantásticas e simbólicas das civilizações grega e romana e também chamadas de mitos (do grego mythos, fábula). Os personagens dessas narrativas são um grupo específico de deuses e heróis que se envolvem em circunstâncias extraordinárias em um tempo não identificado.

            As narrativas mitológicas surgem no decorrer da história como forma de explicar a existência humana e os fenômenos sobrenaturais, contar a vida e as proezas de deuses e heróis ou ainda justificar as instituições sociais ou políticas. A mitologia greco-romana exerce grande influência na arte, principalmente na literatura e no teatro durante a Antiguidade e o Renascimento.

MITOLOGIA GREGA – Resulta da fusão das mitologias micênica e dórica, dos primeiros povos que ocuparam a Grécia. Tem suas principais fontes na Teogonia, de Hesíodo, e na Ilíada e na Odisséia, de Homero, escritas no século VIII a.C. Teogonia é a mais completa e importante fonte de mitos sobre a origem e a história dos deuses. Já as narrativas de Homero descrevem os grandes feitos da história grega, nos quais os heróis são ajudados pelos deuses, como na Guerra de Tróia. Os deuses gregos são divididos em diversos grupos.

O mais poderoso é o dos deuses do Olimpo, que se dividem em várias classes. A classe superior é formada por Zeus, governante de todos os deuses; Apolo, deus da música e da poesia; Palas Atena, deusa da sabedoria; Ares, deus da guerra; Hefestos, ferreiro dos deuses; Hermes, mensageiro dos deuses; Posêidon, deus dos terremotos e do oceano; Afrodite, deusa do amor; Ártemis, deusa da caça; Deméter, da agricultura; Hera, irmã e mulher de Zeus; e Héstia, deusa do fogo. Numa classe inferior estão Hades, irmão de Zeus e deus dos infernos; Dioniso, deus do vinho; Pã, deus das florestas; as ninfas, guardadoras da natureza; e as musas, que representam as artes e as ciências. Os heróis, seres mortais em sua maioria, são tão importantes na mitologia grega quanto os deuses. Os primeiros a surgir são Jasão, Teseu e Édipo. Na Guerra de Tróia destacam-se, entre outros, Agamenon, Menelau e Ulisses (em grego Odisseus). Mas o principal herói grego é Héracles, mais conhecido pelo nome romano, Hércules.

            MITOLOGIA ROMANA – A principal função da mitologia romana é explicar o surgimento e a história de sua nação. Um exemplo é a narrativa mítica sobre a origem de Roma, segundo a qual os irmãos Remo e Rômulo fundam a cidade em 753 a.C. A mitologia romana arcaica, anterior ao contato com os gregos, cultuava três deuses principais: Júpiter, deus dos céus, posteriormente correspondendo a Zeus; Marte, o deus da guerra (Ares); e Quirino, que representava as pessoas comuns. Durante o século VIII a.C., os romanos entram em contato com a cultura grega, que passa a exercer forte influência sobre sua mitologia. Surgem, em Roma, inúmeros deuses e heróis muito semelhantes aos gregos, diferindo desses apenas no nome. No século VI a.C., os romanos começam a cultuar Juno, identificada com a deusa grega Hera, e Minerva, com Palas Atena. Entre os séculos VI a.C. e II a.C., aparecem Baco (o grego Dioniso), Diana (Ártemis), Mercúrio (Hermes), Netuno (Posêidon), Plutão (Hades) e Vênus (Afrodite).


TIGRES ASIÁTICOS

Expressão usada para designar países do Sudeste Asiático com desempenho econômico excepcional entre as décadas de 60 e 80. A crise no sistema financeiro desses países ocasionam a fuga de capitais e a especulação a partir de meados de 1997. Isso leva a Tailândia, Malásia, Indonésia, Filipinas, Cingapura, Taiwan (Formosa) e Coréia do Sul a desvalorizar suas moedas. Alguns países, como Tailândia e Coréia do Sul, recorrem ao FMI para conseguir novos empréstimos e ajustar a economia. Os coreanos recebem o maior aporte financeiro: US$ 57 bilhões.A crise financeira nesses países repercute nas bolsas de valores de todo o mundo, que apresentam forte queda a partir de outubro de 1997. O movimento atinge em cheio o Japão, cujo sistema bancário se enfraquece muito.Coréia do Sul, Taiwan (Formosa), Hong Kong e Cingapura apresentam altas taxas de crescimento desde os anos 60. Já Tailândia, Indonésia e Malásia, chamados novos Tigres, deslancham na década seguinte. Recentemente, Filipinas e Vietnã também se destacam. Até a metade dos anos 90, eles obtêm crescimento anual em torno de 8%, mantendo-se próximos dessa taxa mesmo em épocas menos favoráveis na economia mundial. A partir desta década, no entanto, o crescimento das exportações cai rapidamente e a maioria desses países apresenta elevados déficits em conta corrente.Até os anos 90, o desempenho dos Tigres Asiáticos se baseia no aumento das exportações de bens de consumo aos mercados da América do Norte, Ásia e Europa. Os setores mais dinâmicos são vestuário, eletroeletrônicos e computadores. Entre os fatores que favorecem esse crescimento acelerado estão as altas taxas de poupança e investimento, que em alguns países chegam a 40% do PIB; boa qualificação da mão-de-obra, resultante da ênfase no ensino básico; e salários baixos. Em alguns países há o incentivo do governo nos setores estratégicos, como é o caso da Coréia do Sul. Já outros, como Hong Kong, têm sua base mais apoiada no livre mercado. De qualquer modo, todos mantêm estabilidade política e econômica, muitas vezes por meio de governos autoritários.Os anos de rápido crescimento, no entanto, provocaram aumento nos salários e perda de competitividade. Por conta disso, a China entra no páreo, já que ali os salários são ainda menores, e consegue arrebatar boa parte do mercado de seus vizinhos. Outro problema para os Tigres é o rápido crescimento dos empréstimos externos e a especulação imobiliária, o que compromete a saúde do sistema bancário e repercute negativamente na economia. Para os próximos anos espera-se que os países tenham crescimento bem inferior ao alcançado nas últimas décadas. A Tailândia, por exemplo, registra crescimento próximo de zero em 1998.




domingo, 20 de novembro de 2011

Nova Ordem Mundial

Expressão que designa a situação global após o fim da Guerra Fria, quando desaparece o antagonismo existente entre os Estados Unidos (EUA) e a antiga União Soviética (URSS) desde o término da II Guerra Mundial. O termo é utilizado pelo ex-presidente estadunidense George Bush (1989-93). Um de seus marcos é a Guerra do Golfo, no início de 1991, na qual uma ampla coalizão militar contra o governo de Saddam Hussein, no Iraque, une pela primeira vez as principais potências ocidentais, lideradas pelos EUA, a então URSS e a maioria dos países árabes.

            A nova ordem corresponde ao fenômeno da globalização, em que se intensifica a integração entre os países. Uma de suas características principais é a liberalização econômica. Os Estados deixam de lado as políticas de defesa de seus produtos, as barreiras comerciais e as limitações ao livre fluxo de capitais. Ao mesmo tempo, há uma tendência ao regionalismo, que leva ao desenvolvimento de blocos econômicos, como a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), União Européia (UE) e Mercado Comum do Sul (Mercosul).

            O fluxo internacional de bens, serviços e capitais é intenso, favorecido pelo desenvolvimento da tecnologia de informação. Mantém-se a importância de organismos internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial na condução de programas de ajuste dos países em desenvolvimento, bem como no levantamento de recursos para operações de defesa do sistema financeiro, em crises como as vividas a partir de 1997 na Ásia.

            Nos países em desenvolvimento, as transformações em geral não alteram a situação de desigualdade social e de má distribuição de renda. Entre 1960 e 1992 calcula-se que dobra, em nível mundial, a diferença entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres. A produção e distribuição de drogas é um dos principais problemas da situação mundial. O narcotráfico é responsável por uma movimentação de 500 bilhões de dólares anuais, segundo dados de 1992 da ONU (Organização das Nações Unidas), perdendo apenas para o comércio mundial de armas. O comércio ilegal de drogas prospera numa economia mundial integrada, em que a desregulamentação financeira facilita a “lavagem” de dinheiro.

            Os EUA firmam-se como a grande potência mundial, com grande força militar e econômica. Com base em seu peso político nos principais organismos internacionais, como a ONU, FMI e Banco Mundial, influenciam políticas de intervenções em diversos países no mundo. Com a cobertura de decisões da ONU e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), são realizadas incursões militares contra Estados cujas políticas são consideradas uma ameaça à paz e à segurança internacionais, como é o caso de Iraque (1991), Afeganistão, Sudão (1998) e Iugoslávia (1999). A ex-URSS, desmembrada em vários Estados, e os países da antiga órbita soviética na Europa oriental enfrentam sérios problemas econômicos e sociais com a transição ao capitalismo. No caso da Federação Russa, a economia é dominada por máfias que controlam negócios ilícitos como o contrabando de drogas e armas.

O poderio norte-americano não elimina a intensa guerra comercial travada com os demais países desenvolvidos, em particular o Japão e os da Europa ocidental. Interesses ligados aos países avançados estão muitas vezes por trás de conflitos ocorridos na África e na Ásia, que têm também um forte componente étnico. A nova ordem, que elimina as diferenciações ideológicas presentes na Guerra Fria, vê ressurgir ou se aprofundar ódios entre povos que disputam uma mesma região. Conflitos levam à desagregação de diversas nações, que se dividem ou assistem ao crescimento de movimentos separatistas.


O Mundo na visão estadunidense



Socialismo

SOCIALISMO
simbolo do socialismo (martelo e a foice)

Socialismo utópico, Socialismo científico, Socialismo no poder



Corrente de pensamento que se desenvolve a partir do século XIX em oposição ao liberalismo e ao capitalismo. Propõe uma organização social na qual são abolidas a propriedade privada dos meios de produção e a sociedade de classes. Há diferentes formas de socialismo. Algumas doutrinas pregam o controle rigoroso e autoritário do Estado na economia e na sociedade, enquanto outras permitem maior descentralização.

            Socialismo utópico – O pensamento socialista é primeiramente formulado por Saint-Simon (1760-1825), Charles Fourier (1772-1837), Louis Blanc (1811-1882) e Robert Owen (1771-1858), que instituem o chamado socialismo utópico. A denominação vem do fato de seus teóricos exporem os princípios de uma sociedade ideal sem indicar os meios para alcançá-la. Defendem a socialização dos meios de produção, a supressão da herança, a proteção do indivíduo, a abolição da moeda, a produção sem fins lucrativos e o ensino para todos.

            Socialismo científico – Karl Marx e Friedrich Engels criam a teoria do socialismo científico. É chamado assim por não se apresentar mais como um ideal, mas como uma necessidade histórica que deriva da crise do capitalismo. Está fundamentado numa análise científica da sociedade capitalista, baseada na concepção materialista da história (o modo de produção determina as relações sociais). Essas idéias estão presentes nas obras Contribuição à Crítica da Economia Política (1859) e O Capital (1867), entre outras. Marx e Engels criticam os partidários do socialismo utópico e defendem a organização da classe trabalhadora como força revolucionária. Em 1848, Marx e Engels lançam O Manifesto do Partido Comunista, que analisa a história como o resultado da luta entre as classes sociais. No capitalismo a oposição se dá entre burgueses – proprietários dos meios de produção – e proletários, que vendem sua força de trabalho. O Manifesto afirma que a classe operária é internacional e instiga o proletariado de todo o mundo a se unir para tomar o poder.
Karl Marx e Friedrich Engels

Traduzido para várias línguas, tem forte influência nos movimentos operários e revolucionários.

            Socialismo no poder – Em 1864 é realizada a Primeira Internacional dos Trabalhadores, associação de trabalhadores socialistas. Eles começam a lutar pelo poder por meio de partidos socialistas e sindicatos operários. Sete anos depois, a Comuna de Paris estabelece uma ditadura proletária na França, mas a experiência dura somente dois meses. Em 1917, a Revolução Russa inicia o processo de construção do socialismo em larga escala. O regime, no entanto, assume caráter centralizador e totalitário, que se espalha por diversos países. Com o fim da URSS, em 1991, o sistema extingue-se nas ex-repúblicas soviéticas e nos países do Leste Europeu. Atualmente, os governos comunistas do Vietnã, de Cuba e da China adotam alguns princípios capitalistas de economia de mercado.


Proclamação da República

Partido Republicano, Conspiração

Movimento político-militar que extingue o Império e instaura no país uma república federativa. A proclamação da República é feita pelo marechal Deodoro da Fonseca no dia 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro.

O novo sistema de governo é implantado depois de uma campanha política que dura quase 20 anos. O esforço nacional em torno da Guerra do Paraguai coloca na ordem do dia as questões do regime republicano e da luta contra a escravidão. Em dezembro de 1870, políticos, intelectuais, jornalistas, advogados e profissionais liberais lançam no Rio o Manifesto Republicano. Defendem um regime presidencialista, representativo e descentralizado. No ano seguinte, o governo sanciona a primeira lei contra a escravatura. Daí por diante, as campanhas republicana e abolicionista caminham paralelas.

            Partido Republicano – No mesmo ano em que é lançado o Manifesto Republicano, 1870, também é fundado no Rio de Janeiro o Partido Republicano, com a proposta básica de defender os princípios e os ideais republicanos e federativos. Ele ganha mais força a partir de 1873, com a fundação do Partido Republicano Paulista, PRP. Mas apesar da crescente simpatia popular pela causa republicana, o partido tem pouco sucesso nas eleições. Para os republicanos históricos, que formam o núcleo político-ideológico do movimento, fica cada vez mais claro que o novo regime não será conquistado apenas com propaganda política e atuação eleitoral. Mesmo com as evidentes dificuldades, a monarquia continua sólida.

Diante desse quadro, republicanos "exaltados" e militares positivistas, como Benjamin Constant, defendem a intensificação da mobilização popular e uma aproximação maior com os militares.

            Conspiração – O último abalo da monarquia é a abolição da escravatura. O imperador perde o apoio de escravocratas, que aderem à república. Liderados pelos republicanos históricos, civis e militares conspiram contra o império. Comandante de prestígio, o marechal Deodoro da Fonseca é convidado para chefiar o golpe. Em 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro, à frente de suas tropas, o militar proclama a República. O antigo regime não resiste. Dom Pedro II e a família real são desterrados e embarcam para a Europa dois dias depois. Deodoro da Fonseca assume a chefia do novo governo provisório.

Mineração no período colonial

A economia mineradora

1. Introdução:


o mapa foi tirado do livro Nova História Crítica do Brasil de Mário Schmidt da editora Nova Geração

No final do século XVII, seriam descobertas na colônia portuguesa as maiores reservas de ouro já exploradas no Ocidente desde a época do Império Romano. Isso vai trazer uma grande população européia e cativa africana ao Brasil e vai gerar também um grande dinamismo econômico na colônia. Logo, a América portuguesa se tornará, enfim, a mais importante colônia portuguesa.

2. A economia mineradora:

. O bandeirismo: Eram quatro os fatores de interiorização da colonização portuguesa: a pecuária, a busca por especiarias e drogas do sertão, a busca por metais e o apresamento de índios. Desses todos, o mais importante é o último, que era a área de atuação por excelência dos bandeirantes – também chamados de paulistas. Eles iam ao interior aprisionar índios para vendê-los como escravos para fazendeiros.

. A descoberta e a imigração: A primeira descoberta de ouro em Minas Gerais se deu em 1693 e a exploração de fato começou em 1698. Os diamantes foram descobertos em 1728. Essas descobertas levam a uma grande imigração para a região, em um fluxo total de 600 mil portugueses para a região durante 60 anos.

. A guerra dos emboabas (1707-9): Os paulistas descobriram as minas de ouro e foram seus primeiros exploradores, porém logo chegaram vários portugueses que iam explorando o ouro e, principalmente, o lucrativo abastecimento da região. Dá-se, então, uma briga entre os pioneiros bandeirantes e os emboabas – os portugueses que chegaram depois, como eram chamados pelos paulistas. Os emboabas foram vitoriosos.

. Os caminhos: O primeiro caminho que levava à região mineira partia de São Paulo e a viagem demorava 60 dias. Logo, foram construídos o Caminho Real e o Caminho Novo, este – de 1701 – era o mais importante. Partia do Rio de Janeiro e a viagem demorava ‘apenas’ 12 dias.

. O abastecimento: O Rio assume, assim, uma posição privilegiada com a mineração, já que é porta de entrada de escravos, imigrantes, artigos metropolitanos para as minas e porta de saída de ouro e diamantes.

Ainda, será a principal região abastecedora de alimentos para Minas. Abastecimento esse que foi sempre muito problemático, já que os principais esforços dos mineradores eram pela exploração de ouro. O preço dos alimentos e artigos básicos era altíssimo e houve sérias crises de fome. A mineração leva a um dinamismo da economia colonial, com formação de um mercado interno, com certa especialização e integração. . A sociedade mineira: A sociedade mineira tem certas inovações em relação à sociedade açucareira. É mais urbanizada, tem mais artistas, literatos e cultura em geral. Há ainda uma diversidade maior na escravidão, apesar de esta continuar predominante. Há o surgimento da figura do escravo de ganho e outras formas de escravidão e há ainda um número maior de alforrias – liberdade do escravo dada ou comprada.

. Fiscalismo: A Coroa portuguesa cria um grande aparato burocrático para retirar o máximo de impostos da mineração e evitar o contrabando que, com toda a fiscalização, foi grande no período. 20% de todo o ouro extraído deveria ser doado à Coroa, é o quinto. A exploração de diamantes tinha uma forma específica a partir de 1740. Desse período até 1771, foram explorados sob contrato régio e em seguida sob monopólio real.
Ouro levado para as casas de fundição
Após sua extração, o ouro era levado para as Casas de Fundição. Ali, era quintado, fundido e transformado em barras, assegurando o controle dos lucros da exploração aurífera pela coroa portuguesa

. Revolta de Vila Rica (1721): Várias são as formas feitas pela Coroa para arrecadar o quinto: a capitação e as Casas de Fundição são dois exemplos. No primeiro, havendo ou não a extração do ouro, os exploradores de ouro tinham que entregar uma cota específica aos fiscais. No segundo, instituído em 1725, todo o ouro deveria ser fundido nas casas de fundição, aonde se retiraria o quinto. As casas de fundição foram adotadas devido à revolta de Vila Rica, feita pelos mineradores contra o sistema de capitação.


Ouro Preto, antiga Vila Rica

. A decadência da mineração e o ‘renascimento agrícola’: A produção de ouro é ascendente até 1750, passando a ser decadente a partir de então, levando a Coroa a tomar medidas extremas para manter a alta arrecadação. Com a decadência da mineração, a capitania de Minas se torna uma forte região agropecuária e dá-se o que é chamado de ‘renascimento agrícola’, onde os principais produtos de exportação do Brasil voltam a ser provindos da agricultura. Na verdade, a colônia não deixou de ser agrícola em função da mineração. De qualquer forma, a partir de fins do século XVIII passa a ser exportada uma gama mais variada de produtos: o anil, os produtos da pecuária, o arroz, o algodão, além do tabaco e da cana e seus derivados.

. A reformulação das fronteiras: Portugal havia ocupado a Amazônia com a exploração das drogas do sertão e o atual Centro-Oeste brasileiro com a mineração. Em 1680, Portugal funda a colônia de Sacramento – região do atual Uruguai – em território espanhol, região de escoamento da prata. Em 1750, Portugal e Espanha assinam o Tratado de Madri, onde Sacramento fica com a Espanha e a Amazônia e o ‘Centro-Oeste’ com Portugal, dando as linhas aproximadas do atual território brasileiro.


O texto acima foi extraído do endereço eletrônico a seguir:
http://pt.scribd.com/doc/22024408/Historia-Brasil-Colonia-Mineracao-Resumo-Questoes-Gabarito-Prof-Marco-Aurelio-Gondim-www-marcoaurelio-tk

Idade Média - Feudalismo


O SISTEMA FEUDAL, PRINCIPAIS CRUZADAS,

482-751- Clóvis I, da dinastia merovíngia, unifica as tribos francas e conquista a Gália, originando o Reino Franco, o mais poderoso da Europa Ocidental. Clóvis converte-se ao cristianismo, o que, pelo costume franco, significa a cristianização de todo o povo. Após sua morte, em 511, o reino é dividido e os governantes merovíngios travam várias guerras. Um deles, Pepino, o Breve, depõe o último rei merovíngio em 751 e funda a dinastia carolíngia.

Século IV – X – Situados nas florestas da Guatemala e de Honduras, e na península de Yucatán, no México, os maias formam cidades-estados independentes com governo teocrático. Utilizam avançadas técnicas de irrigação na cultura do milho, do feijão e de tubérculos e realizam trocas comerciais. Constroem templos, pirâmides e palácios de pedra e criam um calendário que determina com precisão o ano solar (365 dias). Adotam a escrita hieroglífica e, na matemática, inventam as casas decimais e o conceito do valor zero. São politeístas e cultuam deuses da natureza.

630-1258 – As tribos da Arábia se unificam por meio do islamismo e da língua árabe, dando origem ao Império Árabe. Com o propósito de difundir a nova religião, o império se expande até a Índia, o norte da África e penetra na Europa pela península Ibérica. Sua divisão em Estados independentes e as divergências entre as seitas islâmicas dos sunitas e xiitas provocam a decadência. A invasão de Bagdá pelos mongóis põe fim ao império.

751-768 - A principal marca do governo de Pepino, o Breve, da dinastia carolíngia, é a bem-sucedida campanha militar lançada contra os lombardos, a pedido do papa Estevão II. Após a vitória, as terras inimigas são doadas à Igreja sob o nome de Patrimônio de São Pedro.

768-814 – O Reino Franco atinge o apogeu durante o reinado de Carlos Magno, primogênito de Pepino, o Breve. Carlos Magno dá continuidade à política expansionista carolíngia. Domina o Reino Lombardo, terras dos saxões na Germânia, a Baviera, o sul dos Pirineus, Barcelona e as ilhas Baleares e integra os povos conquistados por meio do cristianismo. Promove um grande renascimento cultural, conhecido como Renascimento Carolíngio: estimula a fundação de escolas e se torna um dos responsáveis pela transmissão da cultura greco-romana para os tempos futuros. Em 800 é coroado imperador pelo papa Leão III, adquirindo, assim, a incumbência de disseminar e defender a fé cristã. Após sua morte, em 814, o império se enfraquece.

843-987 – Disputas e guerras sucessórias envolvem os netos de Carlos Magno e resultam no Tratado de Verdun, que resulta na divisão do Império Franco em três reinos: Carlos, o Calvo recebe a parte correspondente à França; Luís, o Germânico fica com o território alemão; e Lotário recebe a parte central do Império, que se estende da Itália até o mar do Norte. Inicia-se o processo de desintegração da Europa, que irá redundar no feudalismo.

O SISTEMA FEUDAL – É o sistema de organização econômica, política e social da Europa Ocidental característico da Idade Média, que vigora entre os séculos IX e XVI.Com as bárbaras e a desagregação do Império Romano do Ocidente, a Europa inicia profunda reestruturação, marcada pela descentralização do poder, pela ruralização e pelo emprego de mão-de-obra servil. A estrutura social é estamental, com pouca mobilidade social, e baseada em relações de dependência servil e vassalagem.O feudo constitui a unidade territorial da economia, que se caracteriza pela auto-suficiência e pela ausência quase total do comércio e de intercâmbios monetários.A produção é predominantemente agropastoril, voltada para a subsistência.A Igreja Católica transforma-se em grande proprietária feudal, detendo poder político e econômico e exercendo forte controle sobre a produção científica e cultural da época.

962 – O papa João XII nomeia Otto I imperador do Sacro Império Romano-Germânico (I Reich), numa tentativa de conter os ataques húngaros na Europa cristã. Seus domínios abrangem a porção ocidental da Alemanha, a Áustria, a Holanda (Países Baixos), parte da Suíça, da Polônia e o leste da França. Acentua-se a corrupção e a Igreja Católica torna-se mais suscetível ao poder político, promovendo a venda de cargos eclesiásticos (simonia). O império se mantém forte até o final do século XI. A partir de 1250 compreende um conjunto de pequenos Estados, nos quais o poder local do príncipe supera a autoridade central do imperador.

987 – Após a morte de Luís V, último rei da dinastia carolíngia, nobres franceses elegem Hugo Capeto, conde de Paris, rei da França. Inicia-se o processo de formação da monarquia francesa.

1054 – A Igreja Oriental (Igreja Cristã Ortodoxa Grega) rompe com a Igreja Ocidental (Igreja Católica Apostólica Romana) no chamado Cisma do Oriente. Desde o início do Império Bizantino havia divergências na orientação das duas Igrejas: a Oriental tem certa independência em relação a Roma, celebra seus rituais em grego, é subordinada ao Estado e rejeita algumas crenças ocidentais, como a fé no purgatório. O motivo fundamental para a cisão, porém, é o conflito entre as lideranças das duas Igrejas pelo controle das dioceses do sul da península Itálica.

1066 – Guilherme I, o Conquistador, duque da Normandia, invade a Inglaterra, vence a Batalha de Hastings e submete os saxões a um poder centralizado e autoritário: até então a Inglaterra era dividida em sete reinos feudais. É o início da dinastia normanda na Inglaterra e da monarquia inglesa.

1075 – O Sacro Império Romano-Germânico e o papa Gregório VII travam uma disputa conhecida como a Questão das Investiduras. Procurando diminuir a participação do imperador nas decisões internas da Igreja, o papa proíbe a investidura (nomeação de bispos e padres) leiga e institui o celibato. O rei Henrique IV desacata a ordem e é excomungado pelo papa.

Após um conflito armado é definida a Concordata de Worms (1122), que delibera a não-interferência do papa em questões políticas e proíbe o imperador de nomear cargos eclesiásticos.

1095-1270 – Para refazer a unidade cristã abalada pelo Cisma do Oriente, o papado investe em expedições militares – as cruzadas. Elas têm o objetivo de propagar o cristianismo, combater os muçulmanos e cristianizar territórios da Ásia Menor (atual Turquia) e da Palestina. Formadas por cavaleiros e comandadas por nobres, príncipes ou reis, as cruzadas também possuem motivações não religiosas, como a conquista de novos territórios e a abertura de rotas comerciais marítimas e terrestres para o Oriente. Produtos como seda, tapetes, armas e especiarias foram introduzidos no consumo da Europa pelos cruzados.

PRINCIPAIS CRUZADAS – São cinco grandes expedições militares rumo ao Oriente:

Cruzadas dos Mendigos (1096) – Primeira cruzada extra-oficial.Reúne mendigos e ataca tribos árabes.Todos os cruzados são aniquilados.

1ª Cruzada (1096-1099) – Conhecida como Cruzada dos Barões, é a primeira cruzada oficial francesa e agrega cerca de 500 mil pessoas.Chega a Jerusalém, onde é fundado um reino cristão.

2ª Cruzada (1147-1149) – Motivada pela tomada de Edessa pelos turcos.Os cruzados são derrotados em Doriléia, quando empreendem a ofensiva na Palestina.

3ª Cruzada (1189-1192) – Chamada de Cruzada dos Reis, é liderada pelo rei inglês Ricardo Coração de Leão, que estabelece um acordo com o sultão Saladino, do Egito, para que os cristãos possam realizar peregrinações a Jerusalém.

4ª Cruzada (1202-1204) – Financiada por venezianos interessados na rota comercial do Império Bizantino.Tomam e saqueiam Constantinopla.

1118-1312- Hugues de Payns funda a Ordem dos Cavaleiros Templários, depois da conquista de Jerusalém. Inicialmente conhecidos como Pobres Cavaleiros do Templo de Salomão, seu propósito era proteger a viagem de cristãos à Palestina. No decorrer dos anos se tornam muito poderosos e conquistam, por meio de doações, vastas propriedades em toda a Europa, principalmente na França. A instituição é abolida em 1312, com a morte do Grande Mestre, Jacques de Molay, nas fogueiras da Inquisição.

1158 – Uma associação de comerciantes no norte da Alemanha cria a Liga Hanseática, para proteger e promover interesses comerciais comuns. A Liga se transforma em importante força política na Europa, congregando diversas cidades da Alemanha e comunidades alemãs na Holanda, na Inglaterra e no mar Báltico e incentivando o surgimento de cidades livres e associações mercantis.

1206 – Gêngis Klan unifica tribos da Ásia Central (atual Mongólia) e inicia o Império Mongol – tribunal da Igreja Católica instituído para perseguir, julgar e punir os acusados de heresia (doutrinas ou práticas contrárias às definidas pela Igreja). As punições variam desde uma retratação pública até o confisco de bens e a prisão perpétua, convertida pelas autoridades civis em execução na fogueira ou forca em praça pública. Em 1252, o papa Inocêncio IV aprova o uso da tortura como método para obter confissão de suspeitos do tribunal.

1278-1295 – O mercador italiano Marco Polo, acompanhado do pai e do tio, chega à China, abrindo caminho a outros viajantes e promovendo o intercâmbio entre Ocidente e Oriente. Permanece na China por 17 anos, exercendo funções administrativas e diplomáticas na corte do soberano Kublai Klan, neto de Gêngis Klan. Em 1295, os Polo voltam a Veneza, com riquezas e especiarias.

1281 – Otman I dá início à expansão turca e à propagação do islamismo, fundando o Império Turco-Otomano. De um pequeno principado na região da Anatólia (atualmente na Turquia), os turco-otomanos estendem seus domínios pela Europa, pelo Oriente Médio e pelo norte da África. O florescimento do império como potência mundial ocorre com a tomada de Constantinopla e a conquista da península Balcânica, nos séculos XIV, XV e XVI.

Século XIII – Os incas fundam Cuzco, a capital do Império Inca, na cordilheira dos Andes (região do atual Peru). Ocupam também territórios do Equador, do Chile e da Bolívia. Enfraquecidos por guerras internas, são dominados pelos espanhóis em 1532. Viabilizam a agricultura nas montanhas, talhando o relevo em degraus, e, nas regiões desérticas do litoral, irrigam a terra por meio de tanques e canais. Dominam a ourivesaria, a cerâmica e conhecem a tecnologia do bronze. Utilizam quipos (cordões e nós coloridos) para registrar acontecimentos e fazer cálculos. São o único povo pré-colombiano a domesticar animais. Constroem centros religiosos e cultuam o deus Sol. Seu rei, intitulado Inca, tem poder absoluto por estar associado a essa divindade.


1309-1377– Descontente com a intromissão da Igreja em assuntos do reino, o rei da França, Felipe IV, prende o papa Bonifácio VIII e nomeia Clemente V, de origem francesa, novo papa. O episódio fica conhecido como Cativeiro de Avignon. O novo papado é instalado em Avignon, de onde se sucede uma série de papas franceses. Após 68 anos, a Santa Sé, sob o comando do papa Gregório XI, recupera o direito de retornar a Roma.

1325-1519 – Em uma área pantanosa ao redor do lago Texcoco, no México, os astecas fundam Tenochtitlán, atual Cidade do México. Chefiada pelo rei, que comanda o Exército, a sociedade asteca é altamente hierarquizada. É constituída pela nobreza, que inclui guerreiros e sacerdotes, e por uma população de agricultores, pequenos comerciantes e artesãos, que prestam serviço militar compulsório. Os astecas realizam importantes obras de drenagem e constroem espécies de ilhas artificiais (chinampas) para ampliar as áreas de cultivo.

Desenvolvem intensa atividade comercial em mercados urbanos. Usam a escrita pictórica e a hieroglífica e estudam a astronomia, a astrologia e a matemática. Entre os vários deuses cultuados estão o da guerra, do Sol, da chuva e a Serpente Emplumada. O império expande-se no reinado de Montezuma II, entre 1502 e 1520, agrupando 500 cidades e 15 milhões de habitantes. Os astecas fundem sua cultura com a dos povos conquistados, cobrando-lhes pesados tributos. Seu declínio começa em 1519, quando a região é invadida por espanhóis que obtêm a cooperação dos grupos dominados para rendê-los.

1337-1453 – A pretensão do rei inglês Eduardo III, neto de Felipe, o Belo, de disputar a sucessão do trono francês é o estopim da Guerra dos Cem Anos, que opõe França e Inglaterra.

O conflito envolve o interesse da Inglaterra no comércio de lã no território de Flandres, sob domínio francês; a ajuda da França à Resistência Escocesa; e a posse de terra que os reis ingleses, duques da Normandia, tinham na área francesa. Ao final da guerra, a França recupera todas as possessões sob domínio inglês. O embate consolida a identidade nacional francesa e facilita uma conspiração da nobreza inglesa, que iniciaria uma guerra civil: a Guerra das Duas Rosas. Outra conseqüência é a perda de poder dos senhores feudais nos dois países e o aumento da autoridade real.

1347 – Trazida por um navio proveniente do mar Negro, a peste negra chega à Europa pelo Porto de Gênova. A epidemia, altamente infecciosa, é transmitida ao homem pelas pulgas de rato. Espalha-se com grande velocidade e provoca a morte de cerca de um terço da população do continente.

1378-1417 – Gregório XI deixa Avignon e retorna à Itália para restabelecer o papado em Roma. Em 1378, na eleição de seu sucessor, dois grupos disputam a indicação do novo papa: os eclesiásticos romanos, partidários da posse de Urbano VI, e os franceses, favoráveis à Clemente VII. Sem acordo, o papado fica dividido: o papa de Avignon passa a ser sustentado pelo rei da França e o romano se mantém com o auxílio do imperador do Sacro Império Romano-Germânico. O episódio fica conhecido como Cisma do Ocidente. Várias tentativas de revogar a cisão falham. Somente após o Concílio de Constança (1417) e a eleição do papa Martinho V é restabelecida a unidade do pontificado.

1385 – Início da monarquia nacional portuguesa. Com origem no humanismo, o Renascimento está associado à restauração dos valores do mundo clássico greco-romano e à crença no potencial ilimitado da criação humana. Manifesta-se nas artes, na literatura e nas ciências. O espírito de inquietação estende-se à geografia e à cartografia, e o impulso de investigar o mundo leva às grandes navegações e ao descobrimento do Novo Mundo Em conseqüência, ocorrem progressos técnicos e conceituais, além de questionamentos que abrem caminho para as reformas religiosas.

1415 – Portugal inicia a expansão marítima européia. A primeira expedição, comandada pelo rei João I, promove a conquista de Ceuta, importante porto do norte da África e ponto de partida para as futuras expedições e descobertas portuguesas no continente africano.