Guerras

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Civilizações pré-colombianas (Astecas, Maias e Incas)

Civilizações pré-colombianas

Civilizações indígenas existentes na Mesoamérica (parte do México e da América Central) e na região andina (oeste da América do Sul) antes de sua conquista e destruição pelos espanhóis no século XVI. Formam Impérios, constroem monumentos e cidades e realizam importantes descobertas científicas. Os principais povos são os Maias, os Astecas e os Incas.

Civilização Asteca
 

Os astecas são um povo guerreiro que domina o vale do México entre os séculos XIV e XVI, realizando uma síntese das culturas que se desenvolveram até então na Mesoamérica. Em 1325 fundam Tenochtitlán (atual Cidade do México), numa área pantanosa ao redor do lago Texcoco. A cidade é considerada uma das mais belas do mundo na época das conquistas espanholas. O rei, chefe supremo, comanda o Exército e uma sociedade altamente hierarquizada. Chefes guerreiros e sacerdotes compõem a nobreza. A maior parte da população é formada por agricultores, pequenos comerciantes e artesãos, que trabalham na construção de obras públicas e prestam o serviço militar compulsoriamente. O Império expande-se no reinado de Montezuma II, entre 1502 e 1520, agrupando 500 cidades e 15 milhões de habitantes, de quem os astecas cobram pesados tributos. Quando os espanhóis invadem o México, em 1519, conseguem a adesão dos povos dominados da região para destruir os astecas.

Realizam obras de drenagem e constroem espécies de ilhas artificiais (chinampas) para ampliar as áreas de cultivo (milho, feijão, tomate, pimenta e batata-doce). Mantêm intenso comércio, utilizando sementes de cacau como moeda. No artesanato destacam-se tecidos, cerâmica, objetos de ouro, prata e cobre. Entre os vários deuses cultuados estão o da guerra, do Sol, da chuva e a Serpente Emplumada. Usam a escrita pictórica e a hieroglífica. Adotam e modificam o calendário maia e criam a matemática.




Civilização Maia

Os maias habitam as florestas tropicais da Guatemala, de Honduras e da península de Yucatán, no sul do México, entre os séculos IV a.C e IX. Durante os séculos IX e X são dominados pelos toltecas. Não formam um império unificado. As cidades constituem a base da organização político-religiosa, na qual o governo é teocrático. Apenas a família real, os governantes e os servidores de Estado, como sacerdotes e cobradores de impostos, habitam a zona urbana. Os agricultores e trabalhadores braçais fazem parte das camadas subalternas.

A agricultura (milho, feijão, tubérculos) é o que sustenta a economia. Desenvolvem avançadas técnicas de irrigação e realizam trocas comerciais. A arquitetura monumental utiliza a pedra na construção de templos, pirâmides e palácios. Praticam com perfeição a fiação, a tintura e a tecelagem do algodão. Politeístas, cultuam deuses da natureza. Criam um complexo calendário que determina com precisão o ano solar (365 dias) e um ano sagrado (260 dias). Adotam a escrita hieroglífica e, na matemática, inventam as casas decimais e o conceito do valor zero.


Civilização Inca

Os incas estabelecem-se ao longo da cordilheira dos Andes, em territórios do Peru, do Equador, do Chile e da Bolívia. No século XIII é fundada Cuzco, capital do império.

Expandem-se entre 1438 e 1531 e, enfraquecidos por guerras internas, são dominados pelos espanhóis em 1532.

O rei (intitulado Inca) é adorado como deus e tem poder absoluto. Abaixo dele estão os nobres e os escolhidos para postos de comando: governantes, chefes militares, sábios, juízes e sacerdotes. A camada seguinte é formada por funcionários públicos e trabalhadores especializados. Na classe mais baixa estão os artesãos e os agricultores, que são obrigados a pagar tributos ao rei na forma de serviço militar e de trabalho nas obras públicas ou na agricultura. Suas obras arquitetônicas – entre elas Machu Picchu, a cidade descoberta em 1911 – causam admiração pelo requinte. Ainda hoje não existe consenso sobre como os incas encaixavam com tamanha precisão os enormes blocos de pedra que formam suas construções. Viabilizam a agricultura (milho, batata, feijão e abóbora) nas regiões montanhosas dos Andes, talhando o relevo em degraus. Nas regiões desérticas do litoral, irrigam a terra por meio de tanques e canais. Produzem um artesanato sofisticado: dominam a ourivesaria, a cerâmica e conhecem a tecnologia do bronze. São o único povo pré-colombiano a domesticar animais. Entre eles estão a lhama – utilizada para o transporte, além de fornecer couro e carne. A religião é centrada no culto ao deus Sol. Não criaram nenhum sistema de escrita, mas usam os quipos (cordões e nós coloridos) para registrar acontecimentos e fazer cálculos.

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